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Massacre em Suzano – a 11ª vítima

Massacre em Suzano - a 11ª vítima

Artigo de André Soares - 26/03/2019

 

 

 

A sociedade brasileira desconhece a 11ª vítima fatal do Massacre em Suzano, mas que não foi assassinada pelos criminosos suicidas, e sim a vítima que vem sendo “assassinada” obsessivamente pelas autoridades públicas: a Verdade. Contudo, o jovem estudante José Victor Ramos de Lemos, de 18 anos, que sofreu esse atentado sanguinário ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, foi duplamente corajoso. Porque além de sobreviver ao massacre, tendo ainda que correr várias quadras para ser socorrido em hospital, ferido com um machado que lhe foi cravado às costas pelos assassinos; José Victor também revelou a 11ª vítima do Massacre em Suzano, quando disse em sua primeira entrevista à mídia que seus autores eram TERRORISTAS.

Isso mesmo! E essa é apenas a primeira verdade proibida que está sendo dolosamente ocultada da sociedade pelas autoridades. Porque o Massacre em Suzano foi um clássico e “bem-sucedido” Atentado Terrorista realizado no Brasil, que ceifou covardemente a vida de 10 (dez) pessoas inocentes, dentre elas 5 (cinco) jovens estudantes, deixando várias outras pessoas feridas.

Por agravante, a segunda verdade proibida que também vem sendo ocultada pelas autoridades é que o Massacre em Suzano não é o primeiro clássico e “bem-sucedido” Atentado Terrorista em solo brasileiro, com várias vítimas fatais.  E a terceira e mais terrível das verdades proibidas sobre o Massacre em Suzano é que a sua tragédia poderia e deveria ter sido evitada, exatamente por essas mesmas autoridades que renegam essas verdades à sociedade. Porquanto esses atentados terroristas no Brasil vêm sendo veementemente alardeadas aos governantes há anos; conquanto esse autor seja o único a cumprir esse desiderato.

Portanto, a partir de agora, não será difícil ao cidadão inteligente desvelar também, e por si mesmo, a sub-reptícia desinformação sobre o Massacre em Suzano que vem sendo eficientemente orquestrada veladamente pelas autoridades. Ou será que ninguém percebeu ainda que, imediatamente após esse Atentado Terrorista na escola Raul Brasil, desapareceram completamente das manifestações de todas as autoridades públicas, bem como também de toda a cobertura midiática do país, quaisquer palavras, menções, citações, ou referências que suscitassem a mínima correlação desse massacre hediondo com terroristas, terrorismo, ação terrorista, ou quaisquer ideias congêneres? Porque, convenhamos, num país cuja constituição republicana reza a plena liberdade de imprensa e de expressão, como preconiza a constituição federal de 1988 no Brasil, haver esse tipo de correlação no âmbito do debate democrático seria mais que natural e óbvio – seria inevitável e até mesmo obrigatório.

Assim, este silêncio inquisitorial que vem reinando absoluto no país, pelo conluio nefasto das autoridades e a mídia, abominando a mínima possibilidade de associação do Massacre em Suzano com o terrorismo é apenas mera coincidência? Evidentemente, aqueles que disserem “sim”, também acreditam em Papai Noel, Adão e Eva, que “Elvis não morreu”, e em qualquer baboseira manipuladora.

Portanto, essa desinformação escabrosa que vem sendo ardilosamente produzida sobre o Massacre em Suzano, em detrimento da verdade dos fatos, constitui também um crime igualmente hediondo contra o país e a sociedade. Até porque, apenas com as informações disponíveis, não é necessário ser um renomado “expert” em terrorismo para concluir que Massacre em Suzano foi um Atentado Terrorista muitíssimo “bem-sucedido”, porquanto seus objetivos foram plenamente alcançados, bem como suas principais características estão mais que devidamente comprovadas. E somente um tolo não as perceberia. Porque “o pior cego é aquele que não quer ver”.

Destarte, se o Brasil enfrentar a realidade dos fatos, reconhecerá que o Massacre em Suzano foi indubitavelmente um Atentado Terrorista “exitoso”; cuja ação foi engendrada e perpetrada meticulosamente por dois “lobos solitários” brasileiros; por serem terroristas independentes que não necessitam de organizações terroristas para realizar suas próprias ações; os quais não eram bandidos ou criminosos comuns porque não objetivavam a obtenção de qualquer vantagem ilícita com esse atentado; e cujo único e real propósito de suas ações terroristas era, com seus crimes hediondos, causar o máximo terror possível no país, em defesa de sua causa comum, pois terroristas lutam por seus ideais.

Por importante, insta ressaltar ainda que o Massacre em Suzano foi um Atentado Terrorista tão “bem-sucedido” que o seu desfecho derradeiro foi coroado principalmente pela consecução das duas maiores consagrações almejadas por todo legítimo terrorista em seus atentados: produzir do máximo de vítimas fatais e suicidar-se. Porque, diferentemente de criminosos comuns que, ao contrário, não planejam a própria morte quando da elaboração de seus crimes; os verdadeiros e legítimos terroristas planejam deliberadamente sacrificar suas próprias vidas em seus atentados, por meio do suicídio; que é a principal característica do Terrorismo mundial; a qual também constitui a honra magnânima para seus autores, e da qual demanda consequentemente o seu inexpugnável poder aterrorizante. Pois, foi exatamente isso que realizaram “exemplarmente” os Terroristas brasileiros, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, no Massacre em Suzano, em 13/03/2019.

Mas, como mencionado, lembremos que o Massacre em Suzano não foi o primeiro clássico e “bem-sucedido” Atentado Terrorista no Brasil, com várias vítimas fatais, perpetrado por “lobos solitários” brasileiros. Ou será que a sociedade brasileira também se esqueceu do “Massacre em Realengo”, que ceifou a vida de 13 crianças, deixando várias outras feridas, na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo/RJ, em 07/04/2011; e que foi engendrada e perpetrada meticulosamente pelo “lobo solitário” suicida Wellington Menezes de Oliveira? Pois, naquela oportunidade, este autor foi a única voz no país que reverberou o cometimento desse Atentado Terrorista no Brasil, no artigo “Perfil de um terrorista”.

Tamanha é a total vulnerabilidade da segurança nacional quanto a esse mister, que este autor, quando do lançamento do livro “Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN”, em 2015, dedicou todo um capítulo especificamente sobre o terrorismo no Brasil. Vale ressaltar ainda que esse capítulo foi finalizado sob o título “O próximo Atentado Terrorista no Brasil”, no qual os governantes e a sociedade foram devidamente alardeados sobre as tragédias terroristas que futuramente acometeriam o Brasil, exatamente como fatidicamente ocorreu agora no Massacre em Suzano. Portanto, considerando-se apenas e tão somente os atentados terroristas ocorridos exclusivamente em escolas do país, na “melhor” das hipóteses, o Massacre em Suzano é o segundo “bem-sucedido”, perpetrado por “lobos solitários” brasileiros suicidas, cujo “modus operandi” é indiscutível.

Todavia, duas questões avultam a gravidade dessas contingências terroristas no país, ainda mais em relação ao Massacre em Suzano: a hipocrisia governamental e a lei antiterrorismo (Lei Nº 13.260, de 16/03/2016). Isso porque, não bastassem as críticas relevantes à qualidade desse diploma legal, o mesmo foi promulgado açodadamente no país, às vésperas da realização dos jogos olímpicos no Brasil em 2016. Recordemos que isso se deveu à enorme pressão da comunidade internacional sobre o Brasil, pelo temor quanto à consecução de ações terroristas contra as delegações estrangeiras durante o evento; notadamente por ser notório a extrema vulnerabilidade do Brasil ao terrorismo mundial; que inclusive, até aquela oportunidade, inadmissivelmente sequer possuía instrumentalização jurídica para combater essa que é a principal contingência mundial.

Essa vexatória ineficiência estatal decorreu em grande medida da tradicional hipocrisia governamental de mentir compulsivamente à sociedade sobre a existência de uma contingência nacional inconteste, mascarando ao máximo suas reais evidências. Dessa forma, não importando a quantidade de ações e atentados terroristas sanguinários que acontecessem no Brasil, as autoridades os negariam peremptoriamente ao máximo, como sempre fizeram. É nesse contexto que se exacerbou o insidioso descaso governamental pela promulgação de um ordenamento jurídico sobre terrorismo, exatamente porque tal ato seria o reconhecimento oficial da existência no país dessa grave ameaça. Afinal, o Brasil é um país exemplarmente tão seguro, não é mesmo?

Todavia, essa hipocrisia governamental que perdurou eficientemente por décadas ficou seriamente comprometida a partir de 2016, quando os governantes foram compelidos pela comunidade internacional a promulgar às pressas uma legislação brasileira contra o terrorismo. Caso contrário, certamente os jogos olímpicos no Brasil não contariam com a presença das principais delegações desportivas do planeta. Portanto, se o “Massacre em Realengo”, ocorrido em 2011, hipocritamente não foi considerado pelas autoridades nacionais um Atentado Terrorista porque no país não havia o respectivo diploma legal que o tipificasse; por outro lado, quando do Massacre em Suzano, a lei antiterrorismo no Brasil já completa 4 (quatro) anos em vigor.

Agora, temos a pergunta derradeira: O Massacre em Suzano, bem como o Massacre em Realengo, são tipificados como Atentado Terrorista, segundo a lei antiterrorismo no Brasil?

Vejamos então o que prescreve a Lei Nº 13.260, de 16/03/2016:

Art. 2o  O terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

§ 1o  São atos de terrorismo:

V - atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa:

 Resposta à pergunta derradeira: Com a palavra os governantes, as autoridades e a mídia.

Pelo exposto, resta sobejamente comprovado que o Brasil, na esteira de sua coleção de inúmeros títulos e recordes mundiais vexatórios, como da corrupção e roubalheira, é também campeão das autoridades hipócritas, da mídia tendenciosa e da sociedade do “me engana que eu gosto”. Então, que assim seja! A despeito disso, por inelutável dever de justiça, é mister exaltar a conduta exemplar do estudante José Victor, sobrevivente do Massacre em Suzano, e único brasileiro que teve a coragem cidadã de revelar ao mundo o “assassinato” da 11ª vítima desse Atentado Terrorista. 

 

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Feminicídio: As mulheres estúpidas

 

O preço da estupidez - Feminicídio: As mulheres estúpidas

Artigo de André Soares - 24/02/2019

 

 

 

A estupidez é um mal que acomete a maioria das pessoas. Assim é que os(as) estúpidos(as) estão por toda parte, sem distinção de raça, gênero, cor, religião, idade, ou o que quer que seja. Mas, o que é estupidez? Estupidez é a condição deletéria de todo aquele que, conquanto dotado de informação e conhecimento adequados, persiste em agir com inépcia. Todavia, é importante não confundir estupidez com ignorância; que, diferentemente, é a condição de todo aquele que desconhece determinado assunto ou questão. Significa que alguém que seja ignorante em alguma seara, por outro lado pode ser inteligentíssimo e ter elevado discernimento. Mas, todo(a) estúpido(a), por melhor que seja o conhecimento e informação que possua, será sempre um imbecil, por persistir em agir com desinteligência. Consequentemente, os(as) estúpidos(as) demandarão a si mesmos um inevitável e elevado ônus em suas vidas e até mesmo morrerão por conta disso. Mas, este é o trágico e inexorável preço da estupidez, cuja culpa se deve única e exclusivamente aos(às) estúpidos(as).

Nesse mister, a estupidez é o contexto que caracteriza primordialmente os inúmeros infortúnios da eterna guerra dos sexos, que tantas tragédias faz acometer aos relacionamentos entre homens e mulheres. Destarte, tratarei aqui da inelutável agressão e violência perpetradas passionalmente por homens contra as mulheres, cuja motivação está intrinsecamente relacionada a contingências no relacionamento sexual do casal; que, em casos dramáticos, culmina no denominado “feminicídio”; e cuja principal causa está na estupidez das próprias mulheres. É isso mesmo! E como a esmagadora maioria das mulheres persiste em renegar essa verdade simples, continuará pagando amargamente em suas vidas com preço da própria estupidez. Afinal, como todos sabemos, inclusive as mulheres estúpidas: “o pior cego é aquele que não quer ver”.

Comprovação cabal disso está escancarada, por exemplo, nos diversos estudos sobre a aplicação da “Lei Maria da Penha” (Lei 11.340/2006) no Brasil que, tendo instituído maior rigor penal aos infratores dos crimes de violência contra as mulheres, notadamente quanto aos cometidos passionalmente pelo segmento masculino, após mais de uma década da sua entrada em vigor, sequer diminuiu a ocorrência dos mesmos. Por quê? Exatamente porque a sociedade brasileira, em sua estupidez, não está combatendo efetivamente a principal causa do “feminicídio”, mas apenas e tão somente os seus efeitos, de forma exclusivamente reativa; quando o mais correto seria que esse combate fosse realizado de forma preventiva, visando a evitá-lo, o que não está ocorrendo no país.

Facilitemos a compreensão sobre essa importante questão nacional por meio de uma analogia perfeita com a medicina. Considere-se, então, o caso do paciente que é levado em estado de urgência ao pronto socorro porque está ardendo em febre altíssima. O médico responsável, por sua vez, lhe aplica um antitérmico, prescrevendo-lhe alta hospitalar tão logo a febre desaparece e sua temperatura corporal se normaliza, fazendo com que o paciente volte feliz para sua residência achando que está curado.

Pergunta: O médico agiu corretamente e curou seu paciente?

Resposta: É claro que não! Ao contrário, o médico só contribuiu para agravar futuramente a doença do paciente.

Porquanto, como todos sabem, a febre, em si mesma, é apenas um sintoma indicativo de patologia mais gravosa que está acometendo determinado organismo. Destarte, a correta propedêutica médica recomenda a realização de minuciosos exames para se diagnosticar precisamente no paciente qual é a verdadeira causa (doença) que lhe vem demandando os sintomas. Visto que eliminar apenas os sintomas de uma doença ainda indeterminada, a exemplo da febre no caso apresentado, é mero paliativo que fará apenas agravá-la, em suas inevitáveis recidivas futuras.

Portanto, enquanto a sociedade persistir na estupidez de atuar exclusivamente de forma paliativa no combate aos crimes passionais cometidos  por homens contra as mulheres, envidando esforços apenas no ataque aos seus “sintomas”, a exemplo da promulgação e aplicação de leis mais duras contra os infratores, como a “Lei Maria da Penha”; significa que o país está atuando de forma congênere ao médico que só faz combater a febre do seu paciente, sem diagnosticar sua verdadeira causa. Portanto, inescapavelmente os crimes de “feminicídio” continuarão a acontecer em profusão cada vez maior, como vem ocorrendo no Brasil, porquanto a sua principal causa ainda sequer foi “diagnosticada”.

Todavia, quando a sociedade brasileira se dedicar à propedêutica da realização dos minuciosos exames para se diagnosticar precisamente nas mulheres qual é a verdadeira causa que lhes vem demandando crescentes casos de “feminicídio”, especialmente perpetrada passionalmente por homens, com proeminente motivação sexual; descobrir-se-á que a principal genealogia do "feminicídio" não está nos homens em si mesmos, mas originalmente na estupidez das próprias mulheres. Por mais paradoxal e até mesmo doloroso que isso possa parecer a todos e mais ainda às mulheres, esta é a verdade verdadeira. Afinal, como sabiamente proferiu o filósofo Friedrich Nietzsche, “a verdade é feia”.  Portanto, a verdadeira e única solução real para se evitar absolutamente essa crucial contingência feminina está em salvaguardar as mulheres estúpidas da própria estupidez. E isso só depende delas mesmas – e de mais ninguém.
 
Mas, qual é a estupidez das mulheres estúpidas?

Resposta: O seu auto-engano sobre a natureza masculina, notadamente quanto à sua motivação sexual em relação às mulheres.

Facilitemos a compreensão sobre isso por meio de outra analogia perfeita. Consideremos o contexto de uma pessoa que almeje ser muito feliz em sua vida e que, para isso, por sua livre e consciente vontade, decide conviver com serpentes e cobras. Isso será possível? Claro que sim! Mas, evidentemente, trata-se de uma realidade perigosíssima para a vida dessa pessoa. E, para que ela seja bem sucedida na consecução de sua felicidade, será imprescindível que conheça absolutamente tudo sobre a natureza de serpentes e cobras. Principalmente, sabendo diferenciar com máxima precisão as que são venenosas das que não são; para, assim, conviver apenas com as não peçonhentas. Porque, caso essa pessoa não domine essa crucial expertise; e, mesmo a dominando, se arrisque a conviver com serpentes e cobras venenosas, será mera questão de tempo até ser picada de morte. Porquanto essa é a natureza inexorável a que estão predestinados esses ofídios peçonhentos.

E agora temos a pergunta derradeira:

Quando essa pessoa for inevitavelmente picada de morte, o causador original do seu destino fatídico é a serpente venenosa?


Portanto, guardadas as devidas proporções, a realidade trágica dos infortúnios na guerra dos sexos é congênere aos perigosos riscos de se lidar com um serpentário. Porque se as mulheres, por sua livre e consciente vontade, decidem ser felizes em suas vidas relacionando-se e convivendo íntima e sexualmente com o “serpentário” dos homens, então deveriam ter o mínimo de tirocínio de saber discernir aqueles que são “peçonhentos” dos que não são, escolhendo apenas e tão somente estes últimos. Portanto, o domínio dessa importantíssima expertise por parte das mulheres em relação à natureza masculina é a única solução que efetivamente as "vacinará", "imunizando-as" por toda a vida contra o "feminicídio" praticado contra elas pelos homens "peçonhentos" porquanto, de forma semelhante aos ofídios venenosos, essa é a natureza inexorável a que eles também estão predestinados.

Por fim, é imperioso dizer às raríssimas mulheres inteligentes que os homens não “peçonhentos” existem. Mas, creiam: são também raríssimos os nobres homens que não desrespeitariam uma mulher nem com uma rosa. Quanto às mulheres estúpidas, bem, como todos já sabem agora, toda estupidez tem o seu preço.
 

Como estruturar a Inteligência de Estado III – a esquizofrenia dos "Ramos" da Inteligência

 

Como estruturar a Inteligência de Estado III - a esquizofrenia dos "Ramos" da Inteligência

Artigo de André Soares - 28/05/2018

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Como estruturar a Inteligência de Estado é uma das mais cruciais, estratégicas e prioritárias questões de estado, em todo o mundo; que, no Brasil, tem conduzido o país ao suicídio. Isso porque, tomados por estado de completa ignorância nesse mister, presidentes da república, parlamentares, comandantes, diretores e gestores institucionais, em todo o país, vem cometendo o suicídio pátrio de replicar nas instituições nacionais as mesmas práticas deletérias da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que é o órgão central do  Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); desconsiderando porém que a agência é escabrosamente ineficiente e disfuncional. Evidentemente que o resultado final no âmbito estatal é igualmente desastroso; e por vezes igualmente criminoso.

 

Como frisei nos artigos anteriores, são inúmeras as heresias de Inteligência de Estado perpetuadas no país pela ABIN/SISBIN, a começar pelo próprio marco legal de sua criação (lei 9883, de 07/12/1999) e sua esquizofrênica doutrina de inteligência. Nesse mister, importa ressaltar que: “...na ABIN/SISBIN nada se cria. Tudo se copia”. Isso porque a sua denominada doutrina de inteligência nada mais é que cópia integral da esquizofrênica doutrina do famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI), extinto em 1990, no governo Fernando Collor de Melo; que, por sua vez, também é cópia literal e muitíssimo mal feita da pré-histórica doutrina de inteligência norte-americana da década de 50 do século passado, por meio da qual se propagou pelo mundo a desinformação logomáquica que desvelei no artigo anterior e da qual o Brasil continua a ser vítima fatal.

 

Destarte, outra das sandices doutrinárias da ABIN/SISBIN é a sua classificação oficial da Inteligência em dois “Ramos”: Ramo Inteligência e Ramo Contrainteligência. Ora, antes mesmo de qualquer outra consideração, já está inicialmente evidente, a qualquer pessoa minimamente racional, a escabrosa incoerência dessa doutrina. Afinal, como um todo (Inteligência) pode ser dividido em si mesmo ("Ramo" Inteligência) e outra parte ("Ramo" Contrainteligência)? Porque isso é absolutamente absurdo e impossível.

 

Para esclarecer melhor o absurdo teratológico dessa máxima doutrinária que a ABIN/SISBIN instituiu na inteligência nacional, façamos então uma analogia absolutamente perfeita com o mesmo absurdo doutrinário que alguns conservatórios e escolas de música ainda disseminam no país, ao ensinarem a sandice de que a Música se constitui de dois elementos: Música e Letra. Ora, assim como na doutrina da ABIN/SISBIN, isso também é totalmente impossível.  

 

Só um tolo idiota não perceberia isso.

 

Mas, como predomina a racionalidade no âmbito dos profissionais da música, essa assombrosa heresia doutrinária musical vem sendo abandonada; e atualmente se evoluiu para a doutrina musical correta que desvelou que é um grave absurdo professar que os elementos constitutivos da Música são: Música e Letra. Porque, na verdade, os reais elementos constitutivos da Música são: Melodia e Letra. E essa crucial mudança doutrinária (Música para Melodia) não é mera questão semântica no mundo musical; porquanto ela é de todo significativa, representando não apenas uma guinada na exata compreensão científica da fenomenologia musical, como também na sua operacionalização.

 

Contudo, infelizmente a racionalidade não é apanágio dos dirigentes da inteligência nacional. Assim, essa escabrosa e gravíssima heresia doutrinária da ABIN/SISBIN, sobre os elementos constituitivos da Inteligência, como sendo Inteligência e Contrainteligência, que vem sendo copiada e recopiada no Brasil há mais de meio século, e que tem profundas e nefastas consequências na operacionalização e efetividade da Inteligência de Estado, é apenas uma das inúmeras heresias que são consideradas cláusulas pétreas na ABIN/SISBIN, idolatradas por seus ineptos dirigentes, e que são responsáveis pelo caos irreversível que impera nos serviços secretos nacionais; as quais explico minuciosamente em meu livro “SERVIÇOS SECRETOS - Aspectos do emprego das operações sigilosas no estado democrático de direito".

 

Portanto, é por demais óbvio e cristalino que é simplesmente impossível operacionalizar eficientemente a Inteligência de Estado, seja no Brasil, ou em qualquer país do mundo, a partir de uma base doutrinária tão inepta, incoerente e absurda como a da ABIN/SISBIN. Todavia, o aprofundamento de suas heresias doutrinárias é ainda mais dramático. Porque, dentre outras de suas absurdidades, a sua esquizofrenia também não considera as “Operações de Inteligência” (que são as ações sigilosas realizadas pelos serviços secretos, e que são efetivamente sua atividade-fim, e o que há de mais importante nesses organismos) como sendo sequer um “Ramo” da Inteligência no Brasil. Por agravante, outra verdade estarrecedora é que, diferentemente dos principais serviços secretos do mundo, as “Operações de Inteligência” inexistem completamente na doutrina de inteligência da ABIN/SISBIN.

 

Como diria o renomado e falecido músico Renato Russo: "Que país é esse!"

 

Por derradeiro, certamente o leitor atento está inquieto por saber qual é a verdadeira doutrina de Inteligência Estado, que indubitavelmente não é a da ABIN/SISBIN. Nesse sentido, a boa notícia é que ela existe há milênios e está consolidada em Inteligência Operacional, a partir do livro “SERVIÇOS SECRETOS - Aspectos do emprego das operações sigilosas no estado democrático de direito"; e será apresentada sinteticamente nos próximos artigos. Porque, para compreendê-la plenamente, é imperioso primeiramente desvelar à sociedade o festival de heresias da doutrina da ABIN/SISBIN.

O Brasil “politicamente correto”

 

O Brasil "politicamente correto"

Artigo de André Soares - 05/06/2018

 

 

 

O inigualável filósofo Friedrich Nietzsche sabiamente desvelou à humanidade, dentre outras verdades, que “a verdade é feia”. E, parafraseando-o, afirmo também que “quanto mais verdadeira for uma verdade, mais dolorosamente insuportável será aceitá-la”. Destarte, o ser humano desenvolveu variados mecanismos psicológicos para enganar-se a si próprio, conhecidos como “mecanismos de defesa do ego”, “mecanismos de culpas e desculpas” e “racionalização”, dentre outros, para designar o tradicional comportamento humano de fuga da realidade, ignorando toda verdade desagradável e dolorosa, especialmente quando ela retrata os erros e defeitos do próprio indivíduo. Nesse contexto, quem melhor denominou este fenômeno foi o espetacular Eduardo Gianetti da Fonseca, em sua obra primorosa intitulada “Autoengano”, explicando com singular maestria a elevada capacidade do ser humano em enganar, não apenas as pessoas, mas também e principalmente de enganar-se a si próprio. Contudo, o autoengano é um fenômeno psicossocial que acomete também os grupos sociais e as sociedades, manifestando-se tradicionalmente por meio de um comportamento deletério que, no Brasil, revela-se na epidemia do “politicamente correto”.

 

Embora o autoengano seja inexorável e muitas vezes necessário, por outro lado é também o principal aspecto psicossocial responsável pelo fracasso e insucesso na vida, tanto das pessoas, como das nações, a exemplo do caso brasileiro. Portanto, o retumbante colapso nacional generalizado da atual conjuntura é devido exclusivamente aos enganos e principalmente aos autoenganos da sociedade brasileira; que desesperadamente se afoga no tsunami da hipocrisia do seu comportamento “politicamente correto”, que somente faz agravar o colapso da conjuntura nacional, além de não mais enganar a quem quer que seja.

 

Mas o que é o comportamento “politicamente correto”? É a conduta pessoal de se manifestar e agir demagogicamente e exclusivamente conforme as conveniências político-sociais, em detrimento da verdade dos fatos.  Como referido anteriormente, tal comportamento pessoal é por vezes necessário, notadamente quando da liturgia de eventos comemorativos e circunstâncias confraternizatórias em geral, em prol das regras sociais de educação, etiqueta e boa convivência, visando à afabilidade das relações interpessoais; ou, ao contrário, quando das situações de dor e comoção, objetivando acalentar o espírito e amenizar o sofrimento dos vitimados por algum infortúnio.

 

Todavia, excluindo-se a excepcionalidade dessas duas louváveis situações, por outro lado o comportamento “politicamente correto” é deletério e prejudicial, caracterizando-se pela falsidade, hipocrisia, indignidade, falta de caráter, e até mesmo ilicitude do seu patrocinador. E é justamente o lado depreciativo e perverso dessa conduta que grassa no Brasil “politicamente correto”.

 

Assim, no epicentro do caos nacional da atualidade, quando urge a imperiosa necessidade da mobilização da sociedade objetivando a imediata implementação de soluções definitivas para os gravíssimos problemas estruturais do país, o que se vê? Vê-se o recrudescimento da epidemia do comportamento “politicamente correto” dos brasileiros. E isto está escancarado, por exemplo, na proliferação pelo país das oportunistas campanhas “politicamente corretas” de poderosos veículos da grande mídia, conclamando os cidadãos a celebrizar-se sob seus holofotes, em míseros segundos de qualquer discurso para a salvação nacional, desde que seja “politicamente correto”.

 

Dessa forma, assistimos diuturnamente a um festival midiático de campanhas televisivas e radiofônicas patrioticamente oportunistas, ostentando slogans e hashtags “politicamente corretos”, explorando a exacerbação do ego e a incontida vaidade dos brasileiros por evidenciar-se na mídia. Repercute-se assim em toda a mídia nacional e nas redes sociais uma avalanche interminável de vídeos “politicamente corretos”, com declarações “politicamente corretas”, feitas por milhares de brasileiros “politicamente corretos”.

 

Quanta pusilanimidade e hipocrisia!

 

De toda forma, é de bom alvitre que o Brasil “politicamente correto” não se esqueça de que é impossível erigir uma nação e muito menos salvá-la do colapso apenas com o alardear midiático das melhores intenções de seus cidadãos. Isso porque, como é de todo notório, “... de bem intencionados o inferno está cheio”.

 

 

 

Como estruturar a Inteligência de Estado II - A Desinformação: Informações ou Inteligência?

 

Como estruturar a Inteligência de Estado II -  A Desinformação: Informações ou Inteligência?

Artigo de André Soares - 25/05/2018

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Como estruturar a Inteligência de Estado é uma das mais cruciais, estratégicas e prioritárias questões de estado, em todo o mundo; que, no Brasil, tem conduzido o país ao suicídio. Isso porque, tomados por estado de completa ignorância nesse mister, presidentes da república, parlamentares, comandantes, diretores e gestores institucionais, em todo o país, vem cometendo o suicídio pátrio de replicar nas instituições nacionais as mesmas práticas deletérias da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que é o órgão central do  Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); desconsiderando porém que a agência é escabrosamente ineficiente e disfuncional. Evidentemente que o resultado final no âmbito estatal é igualmente desastroso; e por vezes igualmente criminoso.

 

Como frisei no artigo anterior, qualquer animal irracional já teria descoberto empiricamente, ao longo de quase 20 anos de criação da ABIN, que a agência conduz a Inteligência de Estado no Brasil em direção diametralmente oposta ao preceito constitucional da eficiência, previsto no artigo 37º de nossa carta magna. Isso porque, por mais incrível que possa parecer, absolutamente tudo está errado na ABIN. Nesse sentido, destacarei aqui a desinformação consolidada no país sobre o real significado da denominação “Inteligência” em seus serviços secretos, que representa uma hecatombe na Inteligência de Estado nacional, e que explico minuciosamente em meu livro "SERVIÇOS SECRETOS - Aspectos do emprego das operações sigilosas no estado democrático de direito".

 

Trata-se de uma operação de desinformação por manipulação logomáquica que foi originalmente produzida ao término da “guerra fria”, a partir dos serviços secretos anglo-saxões, objetivando vencer a elevada rejeição social que sofriam. E a comprovação cabal, em autoria e materialidade, dessa escabrosa desinformação dos serviços secretos no mundo está estampada na denominação oficial que passaram a adotar, a partir de então, pela aparentemente inofensiva introdução do termo “inteligência”, em substituição ao termo “informações”.

 

Na verdade, essa manipulação, aparentemente semântica, foi inteligentemente acompanhada de um discurso oficial politicamente correto de respeito às liberdades individuais e garantias democráticas; mas que, insidiosamente, visava primordialmente a enganar as sociedades quanto aos seus reais propósitos clandestinos, dando a falsa impressão de inauguração de uma nova era de ruptura com essas mesmas práticas.

 

No Brasil, essa mesma operação de desinformação foi perpetrada no país pela “comunidade de inteligência” que criou a ABIN e o SISBIN, pela lei 9883, de 07/12/1999, no governo Fernando Henrique Cardoso. Consequentemente, a ABIN recusou-se peremptoriamente a denominar-se Agência Brasileira de Informações, à semelhança do seu antecessor Serviço Nacional de Informações (SNI); para assumir-se, de forma aparentemente inofensiva, como Agência Brasileira de Inteligência. Destarte, de forma congênere, e em reação em cadeia, os demais serviços secretos nacionais atuaram da mesma forma, a exemplo do CIE, que trocou sua denominação oficial de Centro de Informações do Exército para Centro de Inteligência do Exército.

 

O que isso mudou de fato nos serviços secretos do mundo e no Brasil?

 

Nas grandes potências democráticas mundiais, como EUA, Alemanha, França, Inglaterra, Israel, dentre outras, seus serviços secretos continuaram a realizar incólumes e pelo mundo afora as mesmas práticas clandestinas e criminosas de sempre. Mas, por outro lado, passaram a ter o controle cerrado e democrático de suas atividades sigilosas pelo estado constituído, especialmente pelo parlamento desses países.

 

No Brasil, no entanto, a partir da criação da ABIN/SISBIN, instalou-se definitivamente o caos e a ineficiência no âmbito da inteligência nacional. Porque, nesse mister, importa relembrar que, antes da degenerescência do SNI/SISNI, o Brasil pode-se orgulhar de ter tido um serviço de informações que prestou relevantes serviços ao país e que possuía o devido reconhecimento da comunidade internacional por sua excelência. Todavia, atualmente e diferentemente das grandes potências mundiais, o estado brasileiro não possui controle algum sobre a ABIN/SISBIN, que permanece blindada como sendo a maior, mais poderosa e ineficiente caixa-preta do país.

 

Contudo, a referida desinformação por manipulação logomáquica que acomete gravemente o Brasil sobre a denominação “inteligência” em seus serviços secretos é ainda mais profunda. Porquanto ela também se aplica igualmente ao termo “informações”.

Afinal, no âmbito dos serviços secretos, seja no Brasil ou no mundo, qual a diferença real entre denominar-se “informações” ou “inteligência”?

Resposta: Nenhuma.

 

Consequentemente, o aprofundamento das consequências nefastas dessa desinformação produzida pela ABIN no Brasil consolidou também a estratégica e sub-reptícia manipulação mental de toda a sociedade brasileira que, uma vez transformada em zumbi-desinformada, acredita piamente que, no âmbito dos serviços secretos, “informações” e “inteligência” são sinônimos, quando de fato não são.

 

Confuso, não é mesmo?

 

Pois esse é o “modus operandi” de toda desinformação logomáquica. Ou seja: confundir as mentes das pessoas, para manipular as sociedades.

 

E o golpe de misericórdia sobre a sociedade brasileira dessa desinformação logomáquica, desferido pela “comunidade de inteligência”, se deu pela promulgação da própria lei de criação da ABIN/SISBIN, que institui no país que a atividade-fim da Inteligência de Estado é a “obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental...” ( § 2o , Art 1º da lei 9883, de 07/12/1999).

 

Consequentemente, “legitimou-se” uma teratológica heresia de Inteligência de Estado no país, instituindo no Brasil uma disfuncionalidade institucional, sem precedentes no mundo desenvolvido: ou seja, a transformação dos seus serviços secretos (ABIN/SISBIN) no sistema de informações do estado brasileiro, com a séria agravante de ter a ABIN como seu órgão central.  Isso porque o Brasil-zumbi-desinformado está incapaz de desvelar que é exatamente o contrário. Porque, assim como não é o Sol que gira em torna da terra, mas sim o contrário; de forma congênere, não é o sistema de informações que gira em torno do sistema de inteligência, como é ineptamente realizado pela ABIN/SISBIN no Brasil; mas sim o contrário, tal qual é sobejamente realizado nas grandes potências mundiais.

 

Destarte, com as minhas mais respeitosas vênias aos nossos governantes, reitero: somente um tolo idiota não saberia disso.


 
 
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